Jogos tipo Five Nights at Freddy's: 7 alternativas para quem gosta de vigiar corredores escuros

Quem termina a franquia criada por Scott Cawthon costuma cair na mesma busca: jogos tipo Five Nights at Freddy's que devolvam a sensação de olhar monitores às três da manhã e torcer para a energia agu

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Rafael Costa
Jogos tipo Five Nights at Freddy's: 7 alternativas para quem gosta de vigiar corredores escuros

Quem termina a franquia criada por Scott Cawthon costuma cair na mesma busca: jogos tipo Five Nights at Freddy's que devolvam a sensação de olhar monitores às três da manhã e torcer para a energia aguentar até as seis. A lista abaixo reúne sete títulos que atacam essa vontade por caminhos bem diferentes, de uma fábrica de brinquedos a uma casa de família no interior. Nenhum deles tem vínculo oficial com a série original, e nenhum tenta reproduzir os animatrônicos que todo mundo já conhece.

Os preços e a disponibilidade foram conferidos nas lojas oficiais em outubro de 2026. A tabela abaixo compara as sete alternativas a Five Nights at Freddy's pelo que mais pesa na escolha: como cada uma constrói tensão, se depende de câmeras e em que aparelho roda. O detalhe de cada jogo vem depois, com o que ele faz melhor e onde tropeça.

Jogo

Como cria tensão

Vigilância por câmera

Onde jogar

Preço

Melhor para

Poppy Playtime

Perseguição e quebra-cabeça

Parcial (fitas e monitores)

PC, celular, consoles

Pago por capítulo

Quem quer produção caprichada

Granny

Esconde-esconde guiado por som

Não

Celular e PC

Grátis com anúncios

Sessões curtas no celular

Bendy and the Ink Machine

Clima de desenho dos anos 1930

Não

PC, celular, consoles

Pago

Quem joga pelo lore

Amanda the Adventurer

Fita VHS e enigmas

Não

PC e consoles

Pago

Quem gosta de decifrar pistas

Hello Neighbor

Inimigo que aprende sua rota

Não

PC, celular, consoles

Pago

Quem prefere stealth

Fears to Fathom

Invasão de casa realista

Não

PC

Primeiro episódio grátis

Quem quer medo sem monstro

Choo-Choo Charles

Ação em mapa aberto

Não

PC

Pago

Quem quer atirar

O que faz um jogo tipo Five Nights at Freddy's funcionar

Antes de comparar títulos, vale separar o que é fórmula e o que é acabamento. O original de 2014, lançado em agosto daquele ano e portado para Android e iOS poucas semanas depois, acertou em quatro peças que quase todo mundo copiou: um escritório fixo, um medidor de energia que obriga a escolher entre fechar a porta e abrir a câmera, um relógio que só termina às seis da manhã e inimigos com rotas previsíveis. Você não corre nem atira. A única arma disponível é informação.

Essa combinação deu origem ao que hoje se chama mascot horror, um subgênero em que brinquedos de pelúcia, mascotes de parque e desenhos infantis assumem o papel do vilão. Nem todos os jogos de terror com animatrônicos que aparecem abaixo seguem esse caminho à risca. Cada um herda pelo menos uma dessas peças, e alguns descartam quase todas e ainda assim funcionam.

Poppy Playtime: a fábrica que herdou o restaurante assombrado

A comparação com a pizzaria de Freddy Fazbear é inevitável e não é injusta: corredores abandonados, luz de emergência, mascotes com sorriso grande demais. O que a Mob Entertainment fez de diferente foi tirar o jogador da cadeira. Em vez de vigiar um salão por monitores, você caminha pela fábrica da Playtime Co. com o GrabPack, uma mochila de duas mãos mecânicas que puxam objetos à distância e conduzem corrente elétrica.

Os circuitos e as travas que dependem do GrabPack ocupam boa parte do primeiro capítulo, lançado em outubro de 2021 e levado para Android e iOS em março de 2022. Quem sente falta do nervosismo da fórmula vai encontrar algo parecido nas perseguições. Você corre por corredores sem ter como revidar, e um erro de rota custa a cena inteira.

Cada capítulo é vendido separado. A história pode levar meses para avançar. Quem joga no celular deve conferir se o episódio mais recente já chegou à loja antes de comprar, porque o intervalo entre as versões de PC e as de telefone costuma ser longo.

Em Granny, o inimigo ouve cada passo que você dá

DVloper lançou Granny no Android em novembro de 2017 e acertou um tipo de tensão que dispensa monitor. A casa é pequena, os corredores são estreitos e qualquer objeto que caia no chão denuncia sua posição. São cinco dias para achar a saída, e a velha não fica parada esperando.

Sobrou pouco espaço para heroísmo. Esconder-se dentro do armário ou embaixo da cama é a única defesa, o que transforma cada cômodo em um cálculo de risco. A versão de celular é gratuita e financiada por anúncios, e existe também uma versão para PC.

Quinze minutos bastam para uma sessão, o que faz dele o mais acessível dos jogos de terror para celular desta lista. O problema aparece depois de algumas horas: com o mapa decorado, o susto vira rotina, e as sequências da série repetem a mesma estrutura com mais cômodos e mais portas. É um jogo para zerar duas ou três vezes e depois deixar de lado.

Bendy and the Ink Machine e Amanda the Adventurer puxam o medo do desenho animado

Os dois partem do mesmo incômodo, o de que um desenho infantil pode esconder algo errado, e chegam a ele por meios opostos. Bendy and the Ink Machine, do estúdio Joey Drew, começou em fevereiro de 2017 como um episódio no Game Jolt e foi concluído no ano seguinte, com o traço envelhecido dos anos 1930 sustentando boa parte do clima. A câmera fixa da série original vira caminhada em primeira pessoa, e o medo passa a vir do que aparece na parede.

Já Amanda the Adventurer, da MANGLEDmaw Games com publicação da DreadXP, simula uma fita VHS achada no sótão. Você não corre de nada: pausa, rebobina e responde às perguntas da apresentadora. É a lentidão que produz o medo, não o barulho.

Se o que você procura é lore escondido em fitas, bilhetes e quadros fora de lugar, esses dois entregam mais que a média dos jogos tipo Five Nights at Freddy's. Se procura jump scare a cada dois minutos, ambos vão parecer arrastados. Amanda cobra paciência com a leitura e oferece pouca coisa nova na segunda partida; Bendy tem controles que envelheceram mal, sobretudo nas perseguições.

Hello Neighbor aposta no vizinho que aprende com seus erros

Aqui não há câmera nem medidor de energia. O objetivo é entrar na casa do vizinho e descobrir o que ele esconde, e o morador reage ao seu comportamento: quem entra sempre pela janela da cozinha passa a encontrar essa janela trancada. A tinyBuild publicou o jogo em 2017, depois de comprar o estúdio que o desenvolvia.

Essa inteligência artificial simples cria um ciclo de tentativa e erro mais próximo do stealth do que do terror. Quem espera levar sustos vai se decepcionar. Quem gosta de planejar rota e improvisar quando o plano desanda encontra aqui a melhor tradução da ideia de inimigo com rotina. A física travada e os controles imprecisos atrapalham exatamente quando o vizinho aparece correndo, o que rende boas histórias e bastante raiva.

Quando o susto não vem de um robô: Fears to Fathom e Choo-Choo Charles

Terror nem sempre precisa de mascote. Fears to Fathom, criado por Mukul Negi sob o apelido Rayll, conta histórias curtas de invasão de casa e de situações comuns que dão errado, com o primeiro episódio gratuito no Steam desde 2021. Não há monstro nenhum. Só um barulho no andar de baixo e a certeza de que alguém entrou.

Choo-Choo Charles faz o caminho inverso e transforma o medo em ação. Lançado em dezembro de 2022 pela Two Star Games, coloca uma locomotiva com patas de aranha atrás de você em um mapa aberto. A resposta é atirar, não se esconder. Os dois servem bem a quem cansou de corredor escuro, mas nenhum replica o turno de trabalho com relógio e energia que define a série original.

Quais jogos tipo Five Nights at Freddy's escolher para a sua noite

Quem procura jogos parecidos com Five Nights at Freddy's costuma esbarrar em listas de alternativas a Five Nights at Freddy's que misturam gêneros sem avisar. Aqui a decisão passa por três perguntas, e a primeira é onde você joga: se o celular é a única tela disponível, Granny e Poppy Playtime resolvem, enquanto Fears to Fathom e Choo-Choo Charles ficam restritos ao computador. Confira a loja antes de assumir que a versão de telefone existe.

Depois vem o tempo que você tem. Sessões de dez a quinze minutos favorecem Granny e os episódios de Fears to Fathom; Bendy e Amanda pedem uma noite inteira e um caderno de anotações ao lado. Nada impede jogar aos poucos, mas a tensão se perde no meio. Sobra o tipo de medo que funciona com você. Vigilância e energia cansam rápido em quem já zerou a série original, e nesse caso o vizinho imprevisível de Hello Neighbor ou a fita de Amanda renovam mais a experiência do que outro prédio abandonado.

E quem nunca jogou nada do gênero, por onde começa? A resposta mais segura é Granny, que ensina o básico de som e esconderijo em uma casa pequena. Poppy Playtime funciona bem como segundo passo, porque acrescenta quebra-cabeça sem abandonar a perseguição.

Um protótipo de jogo tipo Five Nights at Freddy's feito no Binkbink

Nem toda ideia precisa virar projeto de três anos. No Binkbink, nós descrevemos a mecânica em texto e o gerador monta a lógica do jogo, o cenário e os personagens. O resultado é jogável no navegador e no celular, sem escrever código.

Um pedido que funciona bem é específico. Ajuda detalhar o número de câmeras, o recurso que limita as ações e o horário de vitória, como neste exemplo: "jogo de terror em uma estação de rádio abandonada, você monitora quatro câmeras, tem um medidor de bateria que cai a cada ação e precisa sobreviver de meia-noite às seis, com uma criatura que troca de sala quando a câmera está desligada". Quanto mais claro o pedido, menos ajustes depois.

O que sai disso é um protótipo de mecanismo, não um jogo de terror completo. Não espere modelagem 3D detalhada. Nem animações de susto no nível de um estúdio grande. Para testar a lógica de energia, câmera e turno antes de investir em produção, serve bem, e o Binkbink não tem vínculo com Scott Cawthon nem com a Steel Wool Studios: os jogos criados na plataforma usam cenários e personagens próprios.

A lista cobre o que existe hoje de mais próximo em clima, e nenhum dos sete substitui a primeira noite em que você aprende a rotina de um animatrônico. Se a vontade é de tensão curta, comece por Granny no celular; se é de lore para destrinchar por semanas, vá de Bendy ou Amanda. E se a curiosidade for entender como esse tipo de jogo é montado por dentro, o caminho mais curto é criar um protótipo aqui e ajustar a dificuldade na mão.

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